A desilusão. Abrem-se as páginas dos “periódicos” espanhóis e atribuem-se culpas. A verdade é que a pressão sobre a equipa de José Mourinho é imensa. A uma distância irrecuperável do Barcelona na liga espanhola, o Real Madrid apostava e aposta pela décima. Mas uma equipa em claro declínio, onde o conflito treinador/jogadores é cada vez mais patente, cai perante uma jogada típica de um clube inglês. Um canto aproveita o bom jogo aéreo dos ingleses e a falta de jogo aéreo por parte dos espanhóis. Que falta fazes Pepe.
Quo vadis José Mourinho? O fim está próximo. A aventura em terras de “nuestros hermanos” parece terminar, sem chama, com desilusões atrás de desilusões. Batalhas sem sentido. Deixar Casillas no banco para colocar Adán com o pretexto de que estava em melhor forma. Mas é Diego Lopez quem joga agora. Enfim, o final está cheio de peripécias que não ajudam em nada. Mourinho é o mestre dos “mind games”. Mas quando os usa direccionados para o adversário. Recados internos necessitam de ser respaldados pela direcção, que nunca foi fã de José.
Pena, porque é de um facto um treinador fora do normal. A saída de Guardiola esvaziou Mourinho. Sem o seu rival predilecto, já que Tito Vilanova é mais discreto e os problemas de saúde não permitem uma luta de titãs como se esperava, levam a que até com Pep em pleno descanso, Mourinho lhe dirija palavras. Não treinarei nenhuma equipa alemã, diz José.
Faltam-lhe moinhos de vento para combater. Falta-lhe Arsene Wenger ou Alex Ferguson. Falta-lhe Pep ou Preciado. Falta-lhe alma. Está na hora da saída. Resta saber se no final da época ou após a eliminação precoce que se avizinha numa Champions que era a única luz ao fundo do túnel “madridista” na semana passada.
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