Qualquer semelhança com a realidade é pura ficção.
Todos nós, amantes de futebol, fanáticos, connoisseurs profundos das minudências tácticas aplicadas nos relvados, sintéticos, com areia, ou relva alta, jogamos, agora ou no passado, simuladores da realidade futebolística. Não os jogos em que controlas o jogador, mas aqueles em que tens o poder de decisão. A palavra final. Jogo em 4-3-3, em 4-4-2. Será que aquela máquina reconhece as dificuldades de um terreno pastoso. Será que o simulador permite ligar os aspersores de água para tornar o jogo mais rápido. Será que o simulador reconhece a importância da falta útil. Será que o simulador reconhece a importância do carregador de piano.
Impossível. Poderá permitir um alargado conhecimento da base de dados que comporta, mas está longe da realidade. Seria interessante ver um meio-campo construído com base no sistema holandês de três defesas, que no meio campo incluísse Robben e Afellay nas alas, Van der Vaart e Sneijder no centro apoiando um triâgulo invertido composto por Van Persie, Huntelar e Kuyt. Hino ao futebol ofensivo, capaz de levar a sua equipa no simulador de futebol às vitórias, apresentando uma média de golos fora do normal, mas de praticalidade real irrealizável.
Já para não falar dos milhentos jogos online conhecidos como Fantasy Football, onde se privilegia o médio que faz assistências, os jogadores que raramente levam amarelos, em detrimento daquele jogador, que embora invisível, carrega a equipa às costas, não marca golos, mas com as suas tarefas defensivas dá estabilidade a uma equipa que pretende ganhar competições que são maratonas e não corridas de 100 metros que se resolvem em poucos segundos.
Ser treinador de sofá é fácil.

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